Melanoma: identificados alvos terapêuticos

Estudo publicado na revista “Clinical Cancer Research”

13 setembro 2013
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Investigadores americanos identificaram, através de uma tecnologia altamente sensível, sete genes que poderão ser potenciais alvos para o desenvolvimento de novas imunoterapias para o tratamento do melanoma metastático, dá conta um estudo publicado na revista “Clinical Cancer Research”.
 

“Utilizámos a tecnologia NanoString porque é muito robusta, produz resultados quantitativos e extremamente reprodutíveis podendo ainda ser possível construir um perfil de expressão dos antigénios, a partir de uma amostra de tumor muito pequena”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo.
 

O estudo refere que esta tecnologia permite a medição simultânea de vários genes que são expressos em quantidades mais elevadas nas células tumorais, comparativamente com as saudáveis. Os investigadores do Instituto Nacional de Cancro (NCI, siglas em inglês), começaram por isolar o material genético das amostras tumorais. Utilizaram depois a tecnologia NanoString para medir a quantidade de ARN presente nos tumores, a qual foi comparada com aquela encontrada em amostras provenientes de indivíduos saudáveis. Contrariamente a outro tipo de tecnologia, utilizada para este fim, a NanoString é capaz de detetar e medir o nível da expressão de genes num único passo, o que evita a ocorrência de erros.
 

A equipa de investigadores desenvolveu ensaios clínicos nos quais está a tratar pacientes com imunoterapia adoptiva. Este tipo de tratamento anticancerígeno envolve o reconhecimento dos alvos específicos presentes nas células tumorais, por parte das células imunes, e a sua posterior eliminação. A identificação correta destes alvos é assim essencial para o sucesso da imunoterapia.
 

Os investigadores retiraram amostras de melanoma metastático de 59 pacientes e 31 amostras de tecido saudáveis. Através da aplicação da NanoString foi possível identificar 67 genes que eram reconhecidos pelas células imunes como alvos nas células do melanoma. Foram posteriormente selecionados sete destes genes como candidatos ideais. Estes sete genes eram excessivamente expressos nas células tumorais e estavam ausentes nas células saudáveis, assim a sua utilização acarretaria pouco ou nenhuma toxicidade para os restantes órgãos.
 

Os investigadores referem que são ainda necessários mais estudos antes de as células imunes serem modificadas de modo a que estes marcadores sejam utilizados em pacientes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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