Melanoma: identificação através do odor das células

Estudo publicado no “Journal of Chromatography B”

18 junho 2013
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O odor das células da pele pode ser utilizado para identificar ao cancro da pele mais mortal, sugere um estudo publicado no “Journal of Chromatography B”.
 

O melanoma é um tumor que afeta os melanócitos, as células da pele que produzem o pigmento escuro que dá cor à pele. A doença é responsável por cerca de 75% das mortes por cancro da pele, cuja probabilidade de sobrevivência está intimamente associada à sua deteção precoce. Os métodos de deteção atuais baseiam-se habitualmente na observação visual da pele, que depende fundamentalmente do autoexame.
 

Neste estudo levado a cabo pelo Monell Center, nos EUA, os investigadores basearam-se no facto de as células da pele produziram inúmeras moléculas químicas, conhecidas como compostos orgânicos voláteis, ou COVs, muitos dos quais são odoríferos. Foram assim utilizados técnicas analíticas sofisticadas para identificar os COVs das células do melanoma em três estádios da doença, assim como dos melanócitos saudáveis.
 

O estudo apurou que as concentrações de determinados COVs diferiam entre as células do melanoma e as saudáveis. Foram também identificados compostos apenas persentes nas células do melanoma. Através da medicação dos COVs foi ainda possível distinguir diferentes tipos de células de melanoma.
 

De forma a tornar esta fermenta passível de ser utilizada em ensaios clínicos, os investigadores utilizaram um nano-sensor constituído por tubos de carbono coberto de ADN. Este tipo de sensor é capaz de identificar diferentes alvos, incluindo moléculas de características odoríficas específicas.
 

Após o terem testado, os investigadores constataram que, tal como no método anteriormente utilizado, este era capaz de diferenciar os compostos emitidos pelas células do melanoma e pelas células saudáveis.
 

Estes resultados conjuntos são uma prova de conceito no que diz respeito ao potencial das duas técnicas na identificação de biomarcadores que distinguem os melanócitos saudáveis daqueles persentes no melanoma. Assim, na opinião dos investigadores, estas técnicas poderão ajudar na deteção e no diagnóstico precoce do melanoma humano.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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