Melanoma: eficácia dos tratamentos pode ser aumentada

Estudo publicado no “The Journal of Biological Chemistry”

07 dezembro 2015
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Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu uma classe de compostos inibitórios que são capazes de aumentar fortemente o efeito dos fármacos anti-tumorais envolvidos no tratamento do melanoma, dá conta um estudo publicado no “The Journal of Biological Chemistry”.
 
Os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA e do Instituto de Tecnologia Italiano identificaram uma enzima conhecida por ácido ceramidase que pode acelerar o crescimento do tumor nesta forma mortal do cancro da pele.
 
Nas biopsias da pele dos melanomas em estadio 2, os investigadores verificaram que a enzima ácido ceramidase está altamente ativada. Esta atividade excessiva afeta um processo normal das células, a apoptose ou morte celular programada, que assegura a continuidade do funcionamento e crescimento das células normais. Na ausência deste processo, células cancerígenas e mutadas são capazes de proliferar.
 
Este complexo processo que a enzima medeia torna-se desequilibrado quando a enzima fica excessivamente ativada nas células do melanoma. Deste modo, nos últimos anos os investigadores têm-se focado no desenvolvimento de fármacos capazes de restaurar o equilíbrio do ciclo de vida-morte celular através da redução da atividade do ácido ceramidase.
 
Através da utilização de cultura de células do melanoma, os investigadores demonstraram que os compostos formulados tornavam as células do melanoma mais suscetíveis a serem eliminadas. Os compostos atuam como multiplicadores, aumentando os efeitos mortais dos agentes anti-tumorais convencionais.
 
Apesar de ainda não haver muita informação sobre os papéis do ácido ceramidase e como os seus inibidores funcionam, os investigadores acreditam que o bloqueio desta enzima pode conduzir à apoptose das células cancerígenas.
 
Uma das características destes novos compostos é que foram desenvolvidos para que o tecido saudável em torno do melanoma seja capaz de os destruir rapidamente. Desta forma, quando os compostos são aplicados diretamente na pele com tumor, não são capazes de se disseminar para outros órgãos ou tecidos onde poderiam causar danos inesperados.
 
"O melanoma é uma das formas mais agressivas do cancro humano, com um prognóstico muito desfavorável se não for diagnosticado nos estadios iniciais. Através de um maior desenvolvimento, acreditamos que estes inibidores podem ser incorporados em tratamentos tópicos, como cremes que se podem tornar parte de um programa de tratamento para o melanoma agressivo”, conclui, um dos autores do estudo, Daniele Piomelli.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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