Melanoma: desenvolvido tratamento promissor

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

05 junho 2013
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Um novo fármaco mostrou resultados promissores no tratamento do cancro da pele mais mortal, o melanoma, revela um estudo publicado no “New England Journal of Medicine”.
 

Neste estudo levado a cabo pelos investigadores University of California, nos EUA, o fármaco lambrolizumab (MK3475), descoberto e desenvolvido pela Merck, foi testado em 135 pacientes com melanoma metastático, os quais foram divididos em três grupos com diferentes regimes de tratamento.
 

O estudo apurou que independentemente da dose administrada, 38% dos pacientes apresentaram melhorias após a administração de MK3475. O fármaco conduziu a uma melhoria em 25% e 50% dos pacientes que tomaram as doses mais baixas e altas, respetivamente. A taxa de qualquer resposta ao tumor entre os pacientes foi de 77%.
 

Os investigadores também verificaram que os efeitos secundários do MK3475 foram moderados e de fácil controlo. Estes incluíram fadiga, febre, erupções cutâneas, perda de pigmentação e fraqueza muscular. Cerca de 13% dos pacientes apresentaram efeitos secundários mais severos incluindo, inflamação dos pulmões e rins e problemas na tiroide.
 

“Este estudo mostra que comparativamente com os fármacos testados até à data, o MK3475 apresentou a taxa mais elevada no que diz respeito à durabilidade da resposta ao melanoma”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Antoni Ribas.
 

Os investigadores explicam que os linfócitos T são células do sistema imunitário capazes de encontrar e destruir os organismos invasores causadores de doenças e infeções. Os cancros como o melanoma não são habitualmente detetados pelo sistema imunitário, disseminando-se sem os linfócitos T os destruírem. Este processo pode ser explicado pelo facto de as células cancerígenas apresentarem à sua superfície uma proteína, a PD-L1,  que lhes permite se esconderem dos linfócitos T que expressam uma outra proteína a PD-1. O anticorpo MK3475 bloqueia a PD-1 e reativa a resposta do sistema imunitário às células cancerígenas.
 

Em abril, este fármaco foi considerado pela agência do medicamento norte-americana (FDA, sigla em inglês) como uma “terapia inovadora”. Esta designação foi criada pela agência para acelerar o desenvolvimento e revisão deste potencial novo fármaco.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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