Melanoma: combinação de opções imunoterapêuticas melhora sobrevivência

Estudo publicado no “JAMA Oncology”

09 novembro 2016
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Investigadores canadianos constataram que para os pacientes diagnosticados nos estadios avançados de um dos mais comuns e mortais cancros da pele, a combinação de diferentes opções de imunoterapia melhora a sobrevivência e diminui o risco de eventos que colocam a vida em perigo, dá conta um estudo publicado no “JAMA Oncology”.
 

O melanoma cutâneo é uma forma agressiva e mortal do cancro da mama. De acordo com a Sociedade do Cancro Canadiana, a doença é responsável por cerca de 3,3 % de novos casos de cancro anualmente no Canadá e tem 15% de taxa de morte.
 

Nos estadios iniciais, o melanoma é frequentemente curado apenas com cirurgia. Contudo, a maioria dos pacientes diagnosticados nos estadios tardios da doença não são candidatos a cirurgia, sendo a terapia farmacológica o tratamento adotado.
 

De acordo com Tahira Devji, o primeiro autor do estudo, cerca de 40 a 60% dos melanomas apresentam uma mutação na proteína BRAF. Existem várias opções de tratamento eficazes para os pacientes com este tipo de melanoma que podem ser agrupadas em duas classes terapêuticas. Uma delas é a quimioterapia que é capaz de impedir o cancro de crescer e se disseminar e a outra é a imunoterapia que estimula o sistema imunitário a atacar as células tumorais. Contudo, até à data ainda não se sabia qual era o tratamento inicial ótimo.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de McMaster, no Canadá, decidiram estimar a eficácia relativa e a segurança de terapias sistémicas para os pacientes que tinham sido diagnosticados com melanoma com a proteína BRAF mutada, mas que não receberam qualquer tratamento.
 

Os investigadores analisaram 15 ensaios clínicos, publicados entre 2011 e 2015, para avaliar os benefícios e os riscos de terapias direcionadas e dos inibidores de checkpoint imunes em 6.662 pacientes, em que o cancro já se tinha disseminado para os nódulos linfáticos e a cirurgia não era uma opção.
 

O estudo apurou que a terapia combinada que tinha como alvo as proteínas BRAF e MEK e a imunoterapia PD-1 eram igualmente eficazes na melhoria da sobrevivência. Verificou-se que a combinação da inibição da BRAF e da MEK foi mais eficaz na melhoria da sobrevivência livre progressão da doença. A inibição da PD-1 foi associada ao risco mais baixo de eventos que colocam em perigo a vida dos pacientes.
 

Os cientistas concluem que a segurança dos inibidores PD-1 apoia a sua utilização como terapia de primeira linha para o caso em que a ação rápida não é uma prioridade.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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