Melanoma: biomarcador descoberto

Estudo publicado na revista “Cell”

19 setembro 2012
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Um novo biomarcador para o tipo de cancro de pele mais mortal, o melanoma, foi descoberto, refere um estudo publicado na revista “Cell”.

 

A incidência deste tipo de cancro é cada vez maior e apesar do risco aumentar com a idade, atualmente o melanoma está frequentemente a ser diagnosticado na camada jovem da população. Mas, e se fosse possível detetar quando é que as células da pele inócuas sofrem mutações e conduzem ao desenvolvimento do melanoma?

 

Neste estudo realizado por investigadores do Brigham and Women's Hospital, nos EUA, foi descoberta, na verdade, uma nova associação entre a perda de um marcador químico no genoma e o desenvolvimento do melanoma.

 

Os investigadores, liderados por Yujiang Geno Shi, descobriram que determinados elementos bioquímicos no ADN das células saudáveis da pele produtoras de pigmento estão ausentes nas células malignas do melanoma. A perda destes grupos metilo, conhecidos como 5-HMC, nas células da pele pode ser um indicador chave do melanoma.

 

Surpreendentemente, os investigadores foram capazes de reverter o crescimento do melanoma em estudos pré-clínicos. Foi verificado que a introdução nas células tumorais de enzimas responsáveis pela formação de 5-HMC impediu o seu crescimento.

 

“É complicado reparar as mutações na sequência de ADN envolvidas no desenvolvimento do cancro. O facto de termos descoberto que podemos reverter o crescimento do tumor através de um defeito bioquímico que não está presente na sequência do ADN fornece uma nova e promissora abordagem terapêutica que a comunidade científica pode investigar”, revelou, em comunidade de imprensa, uma das autoras do estudo, Christine Lian.

 

Como o cancro é tradicionalmente considerado uma doença genética que envolve alterações permanentes que afetam diretamente a sequência do ADN, a descoberta da reversão de uma alteração que se encontra em torno do ADN poderá ser, de acordo com os investigadores, um futuro tópico a ser explorado pela comunidade científica.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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