Medo de operação está ligado à anestesia

Pacientes temem não acordar ou sentirem a intervenção

10 dezembro 2003
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O que mais preocupa um doente que vai ser submetido a uma operação é a anestesia. Segundo um estudo, divulgado na revista «The Lancet», a anestesia é o centro das preocupações, mais do que a própria cirurgia ou o cirurgião.
 

 

O que mais temem os doentes é não acordar depois da operação ou ficarem acordados e
 

conscientes no acto operatório. Mas a realidade, entretanto, diz que esses factos são extremamente raros numa anestesia geral. A preocupação dos pacientes também está relacionada com o resultado da cirurgia e o conforto antes, durante e depois da intervenção. O resultado é da área do cirurgião, mas o conforto pré, per e pós-operatório ficará sob os cuidados do anestesista. O estudo foi liderado David Royston e Felicia Cox.
 

 

A anestesia avançou extraordinariamente como especialidade médica desde a primeira intervenção, com o éter, realizada por William T. Morton em 1846. Nos últimos 50 anos, a mortalidade relacionada à anestesia caiu substancialmente. E o progresso tornou possível que este ano se comemore o 50º aniversário da primeira cirurgia cardíaca.
 

 

Mas foi a partir de 1970, com a introdução da monitorização cardíaca e outros controlos vitais, que os acidentes relacionados ao acto anestésico diminuíram amplamente, se não eliminados. Para Royston e Cox, os receios não são justificados. O importante, concluem, é melhorar a informação pré-operatória aos pacientes.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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