Meditação pode aliviar síndrome do intestino irritável

Estudo da Universidade de North Carolina

02 junho 2011
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Uma técnica simples de meditação pode ajudar a aliviar o sofrimento dos pacientes com doença intestinal crónica, revela um estudo da Universidade de North Carolina, em Chapel Hill, EUA.

 

A investigação descobriu que mulheres com síndrome do intestino irritável que praticavam “meditação de prática reflexiva e consciente” (midful) tiveram uma redução de 38% nos sintomas, ultrapassando em cerca de 12% as mulheres que participavam em grupos de apoio tradicionais. Além disso, segundo o estudo, a meditação ajudou a reduzir o sofrimento psíquico e melhorou a qualidade de vida.

 

Para os investigadores, a prática, que se baseia numa técnica de meditação budista, dá ferramentas aos pacientes para gerirem uma doença que é difícil de tratar. "Tratar a sndrome do intestino irritável não é fácil, mesmo com os melhores métodos médicos", disse, Olafur Palsson, co-autor do estudo, professor, psicólogo clínico e investigador do departamento de gastrenterologia da Universidade, acrescentando que se trata de uma doença "crónica e, com o tempo, é difícil de tratar, porque é complexa."

 

A meditação de prática reflexiva e consciente ajuda os praticantes a relaxarem ao focarem-se no momento, prestando atenção ao corpo, respiração e pensamentos à medida que eles ocorrem, sem fazerem julgamentos. "É uma maneira diferente de usar a mente e de estar consciente", disse Palsson, em comunicado. A aprendizagem desta técnica envolve disciplina, mas "depois de um tempo, torna-se uma coisa natural", disse Palsson, acrescentando que "não se trata de um tratamento clínico; é algo mais educativo."

 

Para o estudo, 75 mulheres, dos 19 aos 71 anos, com uma média de idade de 43 anos, foram divididas aleatoriamente em dois grupos. Um grupo participou numa sessão de formação sobre a meditação de prática reflexiva e consciente, e um outro num grupo de apoio tradicional, ambos com a duração de oito semanas.

 

Segundo o estudo os grupos foram previamente clarificados sobre o benefício potencial ou "credibilidade" dos tratamentos de uma forma mais ou menos igual. Ao fim de oito semanas, o grupo de meditação apresentou uma redução de 26,4% na "gravidade dos sintomas”, em comparação com uma diminuição de 6,2% no grupo de apoio. Passados três meses, a diferença persistia e a melhoria na redução nos sintomas aumentou para 38,2% no grupo de meditação, em comparação com 11,8% no grupo de terapia.

 

Os autores do estudo ressaltam que a meditação prática reflexiva e consciente é barata e está amplamente disponível.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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