Medidas à nascença podem prever função respiratória na adolescência

Estudo da Universidade de Cardiff

11 setembro 2014
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Investigadores do Reino Unido constataram que fatores como peso e idade gestacional à nascença, função pulmonar, e crescimento e outras medidas aos oito anos podem ser utilizadas para prever a função pulmonar ao longo da adolescência.  
 
Este estudo, apresentado no Congresso Internacional da Sociedade Respiratória Europeia, foi desenvolvido no contexto de uma crescente área de investigação que pretende analisar de que forma fatores da pequena infância afetam o desenvolvimento de doenças na idade adulta.
 
Para o estudo, os investigadores da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, contaram com a participação de mais de 3000 crianças. Foi analisado o peso, idade gestacional à nascença, e altura e função pulmonar aos oito anos, de forma a perceber que fatores na infância poderiam explicar os valores encontrados para a função pulmonar entre os 14 e os 17 anos de idade.
 
Através da utilização de modelos estatísticos, o estudo apurou que a função pulmonar entre os 14 e 17 anos pode ser em grande parte prevista através de avaliações realizadas ao nascimento e aos oito anos de idade. Foi também constatado que o peso à nascença tinha apenas um pequeno efeito na função pulmonar na adolescência.
 
Estes achados sugerem que pode ser possível prever como a função pulmonar de um indivíduo irá desenvolver-se, com base em medidas obtidas ao longo da infância. Este tipo de conceito sugere que se uma criança tiver uma fraca função pulmonar no início da vida, esta função tende a permanecer baixa ao longo da vida. 
 
“Este é um achado importante, uma vez que sugere que é possível identificar as crianças que irão desenvolver doença pulmonar na idade adulta”, referiu, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, W. John Watkins.
 
O investigador acrescentou que é sabido que alguns fatores de risco, como a poluição ambiental e o tabagismo podem conduzir a doenças na idade adulta. Contudo, se for possível prever quais as crianças que são mais suscetíveis de desenvolver doenças anos mais tarde, será ainda mais importante protegê-las da exposição a fatores e risco, à medida que crescem. “Isto representa uma intervenção chave para os médicos”, conclui. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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