Médicos vão escalar o Everest

Objectivo: perceber o corpo em alta altitude

16 março 2005
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Seis médicos britânicos e irlandeses anunciaram esta semana que vão escalar o Everest e realizar experiências em si próprios para saber como funciona o corpo humano sob extremo stress físico.
 

 

Durante a escalada, os médicos vão medir os níveis de oxigénio no sangue e acompanhar o funcionamento dos seus cérebros e pulmões. O chefe da equipa, Mike Grocott, disse à BBC que o estudo deve esclarecer questões que envolvam pacientes em tratamentos intensivos.
 

 

Segundo Grocott, a falta de oxigenação no cérebro causada pela altitude é idêntica à deficiência de oxigénio vivida por doentes com algumas condições médicas de extrema gravidade.
 

 

A expedição, baptizada se Xtreme Everest (Everest Extremo), deve ocorrer em 2007. Todos os participantes trabalham no Centro para Medicina de Aviação, Espaço e Ambientes Extremos, com pacientes em risco de vida.
 

 

Grocott diz que a ideia surgiu da combinação do trabalho do grupo com os hobbies pessoais dos médicos. «Muitos do grupo são experientes alpinistas que já escalaram os Himalaias. Ter uma equipa que pode fazer ciência e alpinismo oferece uma grande oportunidade.»
 

 

O que os especialistas querem estudar é algo que todos os alpinistas já experimentaram em alguma parte das suas escaladas. A condição, chamada de hipoxia ou falta de oxigénio, tem características em comum com o que as pessoas sem muita preparação física sentem quando fazem exercício ao fim-de-semana.
 

 

Primeiro, a sensação de euforia e cabeça leve como se estivesse embriagado, depois, instala-se a «ressaca». Cansaço, perda de equilíbrio e de apetite, insónias e náuseas. Tudo sintomas inevitáveis quando se está em grandes altitudes.
 

 

O oxigénio compõe 21 por cento do ar. E esta proporção não muda com a altitude. O que varia é a densidade e a pressão, que caem em altas altitudes.
 

Com quase nove quilómetros de altura, no Everest, a pressão atmosférica é cerca de um terço da do nível do mar, o que tem um grande impacto no corpo humano.
 

 

Se uma pessoa não respira uma quantidade suficiente de oxigénio, corre também o risco de contrair um edema pulmonar, condição criada quando o líquido acumulado no pulmão interfere na capacidade do corpo de absorver oxigénio.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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