Médicos receitam exames e medicamentos a mais...

...mas os utentes gostam da prática

12 novembro 2004
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Os médicos portugueses têm «maus hábitos de prescrição» e receitam demasiados meios complementares de diagnóstico e medicamentos de última geração, o que agrada aos utentes, revela um estudo sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS).«Problemas, tendências e desafios no sector da saúde» é o nome do estudo que divulgado durante o 1º Congresso Internacional «O Hospital» que decorre até sábado na Escolas Superior de Tecnologia da Saúde, em Lisboa.Na caracterização dos cuidados de saúde, o estudo identificou «maus hábitos de prestação por parte dos prestadores de cuidados de saúde, quer em termos de meios complementares de diagnóstico e terapêutica - onde a duplicação e sobreprescrição são características comuns -, quer no que diz respeito aos medicamentos, área em que a prescrição de fármacos de última geração é um facto quase incontornável e cujo peso comporta riscos sérios para a saúde da população».Na investigação ficou claro que, a nível dos consumidores de cuidados de saúde, existem alguns pontos que precisam de medidas urgentes. «O consumidor de cuidados de saúde públicos em Portugal não tem percepção dos custos envolvidos, assumindo que o direito a um serviço de saúde tendencialmente gratuito é razão justificativa para a sua utilização indiscriminada», lê-se no documento.Perante esta postura dos utentes do SNS, o estudo apurou um «mau consumo dos serviços de saúde e de medicamentos».«O utente português é caracterizado pelas fortes influências que exerce sobre o prescritor no sentido de realizar exames complementares de diagnóstico ou consumir medicamentos», prossegue a investigação.A «falta de articulação entre os diversos níveis da prestação» de cuidados de saúde foi igualmente identificada neste estudo, segundo o qual «a articulação entre os cuidados de saúde primários, os hospitais e os cuidados continuados é insípida e muito dependente do tipo de organização regional que as várias unidades de saúde criam entre si, havendo grandes diferenças entre regiões».Fonte: Lusa

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