Médicos que informam consultora sobre medicamentos prescritos não incorrem em falha ética

Posição defendida pela Ordem dos Médicos

10 julho 2008
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A Ordem dos Médicos (OM) considera que não há qualquer problema ético no caso de médicos que informam uma consultora de saúde sobre os medicamentos que prescrevem em troca de prémios, dado que é salvaguardada a identidade dos doentes.
 

 

O Jornal de Negócios noticiou quarta-feira que a consultora de medicamentos IMS Health está a "solicitar a médicos de hospitais portugueses a sua colaboração em pesquisas sobre prescrição de medicamentos, oferecendo como contrapartida uma remuneração em cheques [de uma empresa] e em crédito para trocar por produtos de empresas e marcas como a Sonae, El Corte Inglés, Top Atlântico e Pousadas de Portugal".
 

 

O caso já é do conhecimento da OM há quase um ano, tendo sido apreciado e concluído que, do ponto de vista ético, esta prática não pode ser proibida, disse à agência Lusa o bastonário da OM, Pedro Nunes.
 

 

O responsável assumiu que "pessoalmente" nunca aceitaria uma proposta deste tipo, mas destacou que esta é uma "atitude individual". "A Ordem não pode proibir os colegas de informarem sobre aquilo que prescrevem", acentuou.
 

 

Quanto à remuneração, que considerou "meramente simbólica", Pedro Nunes não vê igualmente qualquer problema ético, uma vez que "não há qualquer indução da prescrição deste ou daquele medicamento nem promoção de fármacos".
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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