Médicos prescrevem medicamentos que não estão disponíveis nas farmácias

Alerta da Ordem dos Médicos e da Associação de Farmácias de Portugal

04 julho 2012
  |  Partilhar:

Os médicos estão a prescrever eletronicamente medicamentos que não existem nas farmácias, porque a base de dados utilizada por estes profissionais não corresponde à realidade dos fármacos disponíveis no mercado, dá conta uma notícia avançada pela agência Lusa.

 

A Ordem dos Médicos (OM) e a Associação de Farmácias de Portugal (AFP) referem num comunicado que há uma “diferença entre a informação das bases de dados dos princípios ativos a que os médicos e os farmacêuticos têm acesso no respetivo software”.

 

“A base de dados utilizada para a prescrição eletrónica não corresponde à realidade dos fármacos e respetivos preços efetivamente disponíveis no mercado e, por consequência, nas farmácias”, dá conta o comunicado.

 

De acordo com a OM e a AFP, trata-se de um problema que o INFARMED não consegue resolver, pois “não uniformiza a informação que disponibiliza aos diferentes níveis da cadeia de valor do SNS” (Serviço Nacional de Saúde).

 

O que acontece, então, é que o médico tem acesso a informação de fármacos que obtiveram a devida Autorização de Introdução no Mercado (AIM), mas que o laboratório não produziu nem disponibilizou no mercado.

 

“O resultado é que há muitos utentes a dirigirem-se às farmácias para adquirirem medicamentos prescritos que não existem à venda nas farmácias, ou cuja forma farmacêutica não corresponde àquela a que o médico teve acesso no momento da prescrição”, explicam.

 

Esta situação, agravada pela “rigidez imposta pelas novas regras da receita eletrónica”, está a gerar confusão e problemas para os profissionais e utentes, afirmam os responsáveis, alertando ainda que é nas farmácias – último elo da cadeia – que o utente “mais facilmente descarrega a sua revolta perante a comprovada ineficiência do sistema.

 

Por outro lado, as farmácias estão a ser penalizadas com “avultados prejuízos”, em termos de faturação, já que as receitas médicas são consideradas incorretas pelo Centro de Conferências Nacional do SNS, que as devolve sem o devido pagamento da parte relativa à comparticipação do Estado, acrescentam.

 

Outra preocupação revelada por médicos e farmacêuticos tem a ver com risco de aumento da automedicação motivada pelo aumento das taxas moderadoras e pelo preço “anormalmente baixo” a que chegaram alguns medicamentos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 3
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.