Médicos passam mais de metade do tempo de consulta a olhar para o computador

Considerações do bastonário da Ordem dos Médicos

30 outubro 2018
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O bastonário dos Médicos pediu à nova ministra da Saúde que a aplicação dos sistemas informáticos seja feita “a favor da relação médico/doente”, lembrando que metade do tempo de um clínico é despendido no computador.
 
Segundo apurou a agência Lusa, numa lista de vários “desafios”, Miguel Guimarães começou por referir que “mais de 50% do tempo é utilizado para estar a escrever no computador ou à procura de uma impressora que funcione”.
 
“Isto é verdadeiramente lamentável”, considerou, lembrando que o tempo nas consultas “é valioso” e que os médicos usam grande parte dela em detalhes e problemas dos sistemas informáticos.
 
Outro dos desafios fundamentais é, segundo o bastonário, “uma nova política de contratação”, que rejuvenesça os serviços e as unidades de saúde e que capte os jovens médicos, não os deixando fugir do Serviço Nacional de Saúde.
 
Para o representante dos médicos, é necessário ainda um “reforço urgente” da capacidade de resposta das regiões mais periféricas e o combate às desigualdades sociais em saúde.
 
O bastonário sugeriu ainda que os contratos programa com os hospitais passem a ter uma percentagem maior alocada à questão da qualidade, sugerindo que “não se pense apenas em números” de produção, mas muito também na forma e na qualidade assistencial.
 
Consagrar tempo de trabalho dos médicos à investigação é outra das ideias defendidas pelo bastonário, que esclarece que investigar não se trata necessariamente de fazer um mestrado ou um doutoramento, mas também, por exemplo, avaliar o que é feito nos serviços diariamente ou a experiência que é feita com determinada patologia. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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