Médicos não declaram zoonoses

Especialista do Instituto Nacional de Saúde Pública Ricardo Jorge lança alerta

11 junho 2006
  |  Partilhar:

 Os casos de zoonoses em Portugal são pouco comunicados às autoridades, mesmo quando se trata das que são de declaração obrigatória, lamentou um especialista do Instituto Nacional de Saúde Pública Ricardo Jorge.Fátima Amaro, que trabalha no Centro de Estudos de Vectores e Doenças Infecciosas do Instituto Ricardo Jorge, frisou, durante um colóquio realizado recentemente em Viseu sob o tema "Zoonoses: ameaça invisível", que doenças como a Febre Escaro Nodular, a Borreliose de Lyme e a Febre Q "são de declaração obrigatória por algum motivo, para se saber a sua evolução em Portugal, se está a diminuir ou aumentar, e que medidas devem ser tomadas".Segundo a especialista, no que respeita a estas três doenças - cuja transmissão é feita pela carraça (no caso da Febre Q também por aerossóis e ingestão de leite) - em Portugal "de certeza que há muitos mais casos do que aqueles que são notificados". No entanto, a falta de esclarecimento da população e o facto de "muitos médicos também não estarem alerta" tem contribuído para que não sejam declaradas, afirmou.Fontes: Lusa e Diário de Notícias

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.