Médicos militares norte-americanos recorrem à telemedicina

Técnica trata soldados doentes

12 maio 2004
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O uso da telemedicina, que os médicos praticam usando telefones ou instrumentos cirúrgicos controlados à distância, está a aumentar no Iraque à medida que os militares melhoram a qualidade dos cuidados médicos.Embora os médicos militares não façam ainda intervenções cirúrgicas à distância, a telemedicina tem sido vital para ajudar a diagnosticar soldados em missões no Médio Oriente afectados por leishmaniose, uma doença parasitária propagada pelas moscas da areia. Não tratadas, algumas formas desta doença podem danificar órgãos.A doença é facilmente diagnosticada por dermatologistas, mas há apenas um médico com essa especialidade no pessoal médico destacado no Iraque.Para remediar o problema, dermatologistas nos Estados Unidos estão a ajudar a interpretar fotos digitais de pele infectada. Basta um par de horas para diagnosticar o problema e recomendar um tratamento por e-mail. Estes médicos já resolveram cerca de 600 casos nos últimos seis meses no Iraque, Kuwait e Afeganistão.O Pentágono investiu nos últimos dez anos cerca de 100 milhões de dólares em telemedicina para melhorar os cuidados médicos em tempo de guerra. Porém, o uso generalizado desta tecnologia no Iraque tem sido demorado por falta de largura de banda dos satélites para acomodar instrumentos de alta tecnologia.Mas no Afeganistão, onde a banda larga está mais facilmente disponível, uma câmara de vídeo suspensa sobre uma mesa de operações pode transmitir imagens para o Walter Reed Army Medical Center, onde uma equipa de cirurgiões ajuda a orientar as operações.O coronel do exército Ron Poropatich, médico especializado nos cuidados em situação críticas e consultor do governo em telemedicina, vai em Junho ao Iraque para tentar instalar um sistema que permita aos médicos guardar registos médicos digitais, como raios-x e ecocardiogramas. Logo que a banda larga esteja disponível, essas imagens serão transmitidas a médicos militares na Europa, que as examinarão.Fonte: Lusa

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