Médicos implantam o primeiro coração totalmente mecânico
02 julho 2001
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Médicos implantam o primeiro coração totalmente mecânico
 

 

 

Uma pessoa à beira da morte recebeu hoje o primeiro coração totalmente mecânico, que consiste numa bomba de titânio e plástico, numa operação realizada no Hopital judeu de Louisville (Kentucky).
 

 

Fontes do hospital indicaram que o paciente "descansa confortavelmente" após a operação, sem revelar detalhes sobre a idade ou o sexo do doente.
 

 

 

A intervenção, levada a cabo por cirurgiões da Universidade de Louisville, foi dirigida pelos médicos Laman Gray e Robert Dowling, que já testaram a implantação do aparelho em vitelas.
 

 

"Esta é uma via, que depois de aperfeiçoada, pode ser uma resposta tecnológica para o problema da insuficiência cardíaca, que afecta cada vez mais pessoas em todo o mundo", sublinhou Manuel Oliveira Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPG), em declarações à Agência Lusa.
 

 

De acordo com o também director do serviço de cardiologia do Hospital Garcia de Orta, "há cada vez mais necessidade de transplantes de coração e não existem órgãos suficientes para manter estes doentes vivos".
 

 

Além disso, o implante mecânico apresenta vantagens em relação aos transplantes."O transplante de um órgão biológico provoca processos imunológicos de rejeição que são atenuados com muita medicação, mas com efeitos secundários", explicou Carrageta."Se for possível produzir um coração mecânico com material inerte esses problemas deixam de existir", sublinhou.
 

 

 

Além disso, um coração artificial poderá ser também mais duradouro, já que um coração transplantado ao fim de dez anos apresenta geralmente problemas.
 

 

 

Quanto ao aparelho hoje implantado, fabricado pela empresa Abiomed Incorporated, de Danvers (Massachusetts), o presidente da FPC considerou que poderá ainda não ser a resposta perfeita, mas será necessário "esperar para ver".
 

 

 

O aparelho tem o tamanho de uma laranja e está desenhado para que as pessoas que o recebam possam ter uma vida normal após a operação, sendo totalmente portátil.
 

 

O coração mecânico recebe energia de uma bateria que, através da pele, alimenta um circuito implantado no peito que conta com um controlo e uma bateria de substituição.
 

 

Os corações artificiais implantados desde os anos 80 eram aparelhos que necessitavam de estar ligados a cabos e maquinarias fora do corpo do doente, ou seja fixos.
 

 

Lusa
 

 

 

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