Médicos faladores esquecem-se dos pacientes

Estudo apresentado nos "Archives of Internal Medicine"

23 outubro 2007
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Um estudo que envolveu 100 clínicos gerais na área de Rochester, Nova Iorque, EUA, mostrou que muitos dos especialistas gastaram o tempo dos pacientes a apresentar informações irrelevantes sobre si mesmos.
 

 

O estudo, publicado na revista dos "Archives of Internal Medicine", contou com a aprovação dos clínicos para que, durante um ano e sem saberem quando, fossem visitados por actores que se passariam por pacientes e gravariam a conversa, de modo discreto, durante a consulta. Foram excluídas as situações em que os médicos perceberam que o paciente era falso.
 

 

Depois de reunidas as gravações de 113 dessas visitas ao consultório, investigadores da University of Rochester analisaram os dados. Para surpresa, os cientistas descobriram que os médicos falavam sobre si mesmos num terço das gravações e que não havia evidência de que qualquer das revelações sobre si mesmos tenha ajudado os pacientes ou estabelecido algum entendimento valioso.
 

 

Além disso, na vasta maioria dos casos, os médicos não tentaram sair do assunto sobre a sua vida pessoal ou deixar claro por que estavam a falar sobre o tema.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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