Médicos espanhóis podem abandonar Portugal por causa da crise

Declarações da Associação de Profissionais da Saúde Espanhóis em Portugal

12 outubro 2010
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A actual crise económico-financeira que se vive em Portugal e as medidas de austeridade que têm vindo a ser implementadas agudizaram as condições de trabalho de muitos médicos espanhóis que agora optam por abandonar o país, revela a Associação de Profissionais da Saúde Espanhóis em Portugal.

 

A Associação de Profissionais da Saúde Espanhóis em Portugal (APSEP) disse à agência de notícias espanhola EFE, citada pela agência Lusa, que actualmente trabalham em Portugal 1.800 médicos espanhóis. Há cinco anos eram quase 2.200 a exercer em território nacional.

 

Segundo explicou o presidente da APSEP, Xoán Gómez, com a descida salarial dos funcionários – que pode ir até aos 10% para os ordenados mais elevados – incluída pelo executivo de José Sócrates no seu pacote de medidas de austeridade, um médico do sector público passa a ganhar em Portugal entre 20 e 25% menos do que em Espanha.

 

O responsável lembrou que o boom de médicos espanhóis ocorreu entre 1999 e 2002, dado que em Espanha se dizia haver profissionais a mais e não se abriam concursos. Como resultado dessa situação, os profissionais optaram por imigrar para Portugal, Itália e Reino Unido. De acordo com o dirigente associativo, Portugal apresentava-se na altura como uma opção atractiva para os médicos espanhóis, que oferecia ʺestabilidade e perspectivas de futuroʺ, factores que deixarão de existir.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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