Médicos em greve

Profissionais paralisam contra horário de 35 horas

04 julho 2004
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A maioria dos médicos do Centro Hospitalar de Lisboa (CHL) - com horário de trabalho de 35 horas semanais -  aderiu hoje à greve contra a falta de pagamento das horas extraordinárias, de acordo com fontes sindicais. Segundo a Administração do CHL, menos de metade das centenas de médicos que trabalham nos três hospitais que compõem esta estrutura (Hospital de S. José, Desterro e Capuchos) tem um horário semanal de 35 horas.O administrador do CHL, Manuel Guimarães da Rocha, declarou à Lusa que no Hospital de São José a adesão à greve esta manhã é de apenas 23,15 por cento (69 em 298 médicos), realçando que a paralisação só foi apoiada e convocada pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM).Manuel Guimarães da Rocha, que remeteu para mais tarde dados sobre a greve nos outros hospitais, disse que a paralisação «não está a afectar grandemente» o normal funcionamento das três estruturas. Os clínicos do Centro Hospitalar de Lisboa iniciaram hoje uma greve de cinco dias contra o não pagamento das horas extraordinárias, à semelhança do que fizeram em Junho e se preparam para fazer entre 02 e 06 de Agosto.Pilar Vicente, da Federação Nacional dos Médicos, disse hoje à agência Lusa que no Hospital de S. José, que com os hospitais do Desterro e dos Capuchos formam o Centro Hospitalar, a adesão à greve é quase total entre os médicos com horário de 35 horas semanais. De acordo com esta sindicalista, que disse não saber o número exacto de médicos que aderiram à paralisação, os blocos operatórios e as consultas externas do Hospital de S. José são os mais afectados pela greve.Teresa Fevereiro, representante dos médicos do hospital dos Capuchos, disse à Lusa que também neste hospital bem como no do Desterro, a adesão à paralisação é quase total, mas apenas entre os médicos com 35 horas semanais, «a quem diz respeito a greve». No hospital dos Capuchos a greve está a afectar sobretudo os serviços de cirurgia geral e as consultas externas, que também estão a sofrer perturbações no hospital do Desterro. Por outro lado, o serviço de exames de gastrenterologia do hospital dos Capuchos está praticamente parado na sequência da greve.Teresa Fevereiro realça que esta paralisação «não é uma reivindicação salarial» apenas uma pressão para que sejam pagas as horas extraordinárias que são devidas aos médicos e que foram garantidas através de um decreto-lei de Julho de 2000. Manuel Guimarães da Rocha adiantou ainda que, na sua opinião, «esta greve é ridícula» dados os «circunstancialismos actuais» criados com a anunciada demissão do primeiro-ministro, Durão Barroso. «Não sei qual é a vantagem desta greve. Apenas os doentes sofrem», adiantou, concordando contudo com os motivos que levam os médicos a protestar.Fonte: Lusa

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