Médicos e Enfermeiros vítimas de agressões
14 março 2002
  |  Partilhar:

Médicos e enfermeiros são, cada vez mais, vítimas de violência, revela um estudo a apresentar amanhã no Porto. As agressões verbais de doentes e seus familiares são as mais frequentes, mas a violência física também é uma realidade, sublinha o documento.
 

 

O congresso nacional de clínica geral foi o local escolhido para divulgar este estudo inédito, que relata a violência que é exercida sobre os profissionais de saúde em Portugal. Uma questão que leva o bastonário dos Médicos a pedir mais segurança nos estabelecimentos. Em declarações ao Correio da Manhã, André Biscaia, o médico que fará a apresentação do documento, adiantou que o trabalho se baseou em três unidades do país - um centro de saúde, um hospital e um centro de atendimento de doentes mentais.
 

 

Os resultados revelam a gravidade do problema: no centro de saúde 60 por cento dos profissionais viveram no último ano um episódio de violência e o mesmo aconteceu a 78 por cento dos funcionários do centro de atendimento a doentes mentais e a 39 por cento dos trabalhadores do hospital.
 

 

Os actos de violência, esses, vão desde os verbais até aos físicos, passando pelo assédio sexual, discriminação, pressão moral e atentado à propriedade. De todos, segundo André Biscaia, a violência verbal é a mais frequente e entre 30 a 40 por cento dos profissionais já foi alvo deste tipo de agressão. A menos comum, por seu lado, é o assédio sexual.
 

 

Os danos de propriedade, como o aparecimento de riscos nos automóveis, são outras dos actos que os profissionais são várias vezes vítimas. Mas não só utentes e seus familiares são responsáveis pela violência. André Biscaia explica que a discriminação e a pressão moral são dois géneros de violência que se verificam entre chefes e subordinados e entre diversos tipos de funcionários dos hospitais.
 

 

Um estudo sociológico elaborado em 1997 já apontava para o problema da violência, verificando-se que a percentagem de enfermeiros que já tinha sofrido agressões era de 64,7 nos centros de saúde e 42 nos hospitais. Segundo o CM, 35 por cento das vezes os enfermeiros foram atingidos por um objecto, 15 por cento são vítimas de empurrões, 12 por cento foram bofetadas e sete por cento mordidelas.
 

 

Fonte: Correio da Manhã
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.