Médicos desvendam mistério dos efeitos da nitroglicerina em cardíacos
03 junho 2002
  |  Partilhar:

Há 130 anos que os médicos prescrevem nitroglicerina a doentes cardíacos para alívio das dores provocadas, por exemplo, pela angina de peito. Sabem que faz bem, mas nunca se descobriu ao certo porquê. Uma equipa de investigadores norte-americanos revela hoje na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" que a resposta para este mistério tem sido procurada nos sítios errados. O segredo está nas mitocôndrias, os motores energéticos das células, e numa enzima responsável pela libertação de óxido de azoto, substância que provoca a dilatação dos vasos sanguíneos.
 

 

Pouco depois de um doente tomar nitroglicerina, os vasos sanguíneos que abastecem esse músculo protagonista que é o coração, relaxam de modo a acelerar o abastecimento do órgão com mais sangue oxigenado e aliviam o mau estar e dores sentidas pelos doentes de angina de peito, que mais não é que uma espécie de asfixia pela qual o coração passa.
 

 

Sabe-se que o óxido de azoto é um produto da sintetização da nitroglicerina mas nunca se tinha descoberto como é que é libertado e, acima de tudo, por que razão é que os pacientes desenvolviam uma tolerância tão grande a este tratamento.
 

 

A solução do mistério é uma só, adianta a equipa composta por investigadores do Instituto Médico Howard Hughes e da Universidade de Duke, coordenada por Jonathan Stamler. Uma enzima, a desidrogenase-aldeído mitocondrial, é a responsável quer pela formação do óxido de azoto a partir da nitroglicerina, como pela curiosa tolerância dos pacientes a este tratamento.
 

 

Veja mais no: Público
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.