Médicos defendem aumento da diálise peritoneal

Declarações do presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia

16 janeiro 2012
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O presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia defende que a diálise peritoneal, que é feita em casa, deverá aumentar para os doentes que sofrem de insuficiência renal.

 

“Estão a criar-se condições para haver um aumento da sensibilização de médicos e doentes no sentido de aumentar a possibilidade de doentes em diálise peritoneal”, revelou à agência Lusa Fernando Nolasco.

 

De acordo com o nefrologista, nalguns casos, pode haver vantagens em haver mais doentes a fazer este tratamento em casa. Em Portugal, há cerca de 14 mil pessoas com insuficiência renal, das quais cerca de 10 mil fazem diálise.

 

A diálise pode ser feita em casa, diálise peritoneal ou num hospital ou clínica privada, hemodiálise.

 

“A diálise peritoneal é uma forma tão eficaz como a hemodiálise de fazer diálise. Como em tudo na vida, tem vantagens e desvantagens. Há doentes que podem e outros que não podem”, assinalou Fernando Nolasco.

 

De acordo com a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), a diálise peritoneal apresenta uma série de vantagens nomeadamente, não exige acesso vascular, o que diminui a probabilidade de infeções, o doente faz o tratamento em casa, o que representa ganhos consideráveis em termos de qualidade de vida, e é cerca de 30 % mais económica para o Estado, uma vez que se poupa em materiais, avenças a privados e transporte.

 

Dados de 2010 indicam que cerca de 10.150 doentes realizam tratamento de hemodiálise e 650 fazem diálise peritoneal em Portugal, um dos países da Europa com maior taxa de doentes com insuficiência renal.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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