Médicos cubanos a trabalhar em Portugal recebem mais do dobro do que ganha um português

Bastonário da Ordem dos Médicos reivindica a mesma remuneração para os médicos portugueses

21 agosto 2014
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Desde 2009, no âmbito de um protocolo estabelecido entre Portugal e Cuba, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) pagou cerca de 12 milhões de euros pela contratação de médicos cubanos para trabalhar como médicos de família em Portugal.


Documentos oficiais confirmam o que a Ordem dos Médicos já há muito suspeitava: estes profissionais recebem mais do dobro do que ganha um especialista português.


Em comunicado à agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, afirma que “estes médicos ganham mais de quatro mil euros por mês e o Estado ainda lhes oferece alojamento, paga o gás, a água e eletricidade”.


Aparentemente, enquanto o Estado oferece 8 euros/hora a médicos especialistas nacionais, os clínicos cubanos estão a receber 96 euros/hora, mesmo sem especialidade.


Para o bastonário esta situação é incompreensível e questiona-se por que motivo o Estado opta por contratar médicos cubanos sem especialidade, criando barreiras linguísticas e culturais.


Segundo José Manuel Silva, o problema em Portugal não é a falta de médicos mas sim a falta de condições. Portugal é o 5º país da OCDE com mais médicos. No entanto, o trabalho médico foi tão desqualificado que os médicos portugueses estão a emigrar e a reformar-se antecipadamente.


A Ordem exorta, por isso, os sindicatos a exigirem que os médicos portugueses sejam remunerados da mesma forma que os cubanos.

 

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