Médicos britânicos receitam anticoncepcionais a menores de 14 anos

Pais não têm conhecimento da situação

02 maio 2004
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Médicos ingleses estão a fornecer implantes anticoncepcionais a adolescentes de 14 anos na Grã-Bretanha. O problema é que os pais não têm conhecimento da situação.  A edição de domingo do jornal «Times» afirma que os implantes que deixam as mulheres inférteis por cerca de três anos foram fornecidos a cerca de 400 adolescentes com menos de 16 anos.Os implantes são colocados debaixo da pele, no braço, e libertam hormonas capazes de parar a ovulação. Segundo o jornal, os números foram descobertos no Parlamento britânico. O governo da Grã-Bretanha está a tentar diminuir a taxa de gravidez entre adolescentes, considerada uma das mais altas da Europa ocidental.Tim Loughton, que exerce um cargo considerado como o representante de oposição junto ao Ministério da Infância britânico, obteve a informação e diz estar preocupado com o que descobriu.«Isto não vai ajudar os jovens a terem uma atitude mais responsável em relação ao sexo. Não ajuda em nada ter certeza de que as meninas não vão ficar grávidas se continuarem a ter relações com vários parceiros e ficarem doentes», disse.Existem problemas em fornecer hormonas a adolescentes, mas muitos médicos afirmam que esta forma é mais segura que a pílula anticoncepcional, que muitas adolescentes se esquecem de tomar.Uma porta-voz da Associação Médica Britânica afirmou que algumas adolescentes consultam os médicos para aconselhamento em métodos contraceptivos.«A preocupação dos médicos é em atender às necessidades dos pacientes e as estatísticas não esclarecem quais são essas necessidades. É óbvio que, em alguns casos, estas necessidades são atendidas por métodos anticoncepcionais como este», afirmou.O departamento do governo britânico que se dedica à questão da gravidez na adolescência afirmou que a escolha do método anticoncepcional é uma decisão do indivíduo. Mas acrescentou ser necessário que todos tenham informações suficientes para fazer a escolha.Na Grã-Bretanha os médicos não são obrigados por lei a comunicar aos pais ou responsáveis por uma adolescente que lhe prescreveram contraceptivos. Segundo as últimas pesquisas, o número de adolescentes menores de 18 anos grávidas na Inglaterra e Gales aumentou 2,2 por cento de 2001 para 2002.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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