Médico procura mulheres para testar aparelho que provoca orgasmo

«Orgasmatron» aprovado pelo Food and Drug Administration

02 dezembro 2003
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O médico americano Stuart Meloy inventou um aparelho que provoca o orgasmo instantâneo, mas está a ter sérias dificuldades em encontrar voluntárias para o testar.
 

 

Denominado «Orgasmatron», o aparelho produz orgasmos com um simples toque num botão.
 

 

A novidade foi descoberta acidentalmente há mais de dois anos, quando o cirurgião, especialista em dor, fazia uma operação de rotina para aliviar as dores de uma paciente. Essa operação consiste na inserção de dois eléctrodos na coluna vertebral e a estimulação com pequenos impulsos de electricidade. O paciente fica consciente durante toda a operação para poder dizer se a dor diminui.
 

 

 

Na ocasião em que operava, a paciente teve um orgasmo espontâneo. Despertou assim no médico a ideia de desenvolver o método para dar prazer às mulheres.
 

 

 

O especialista descobriu que o aparelho funcionava tão bem com mulheres que sofriam de problemas sexuais crónicos que o patenteou como possível tratamento para disfunção sexual feminina. O médico recebeu agora a aprovação da FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, para testar o aparelho que tem o tamanho de um by-pass. Os testes poderão começar, mas o médico enfrenta agora outro problema: a falta de mulheres disponíveis para a experiência.
 

 

 

«Eu sempre pensei que as pessoas fossem bater à minha porta para fazer parte do teste», disse Meloy, desapontado, à «New Scientist». «Mas até agora sou eu que estou a batalhar para encontrar os voluntários», continuou.
 

 

De facto, a invenção de Meloy tem enfrentado grande hostilidade por parte de alguns terapeutas sexuais, que dizem que a disfunção sexual feminina é normalmente causada por factores psicológicos e indicam métodos «não-invasivos», como o vibrador, para atingir o orgasmo.
 

 

 

No primeiro fase do teste, os fios são ligados a uma bateria e inseridos na pele e na medula espinhal da mulher, um procedimento que Meloy diz não trazer mais riscos que uma anestesia peridural. No segunda fase, o equipamento é implantado embaixo da pele da paciente e pode ser ligado ou desligado por comando à distância. Até agora só uma mulher completou a primeira fase do teste e outra está prestes a iniciar. São necessárias outras nove voluntárias.
 

 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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