Médico e enfermeiras condenados à morte

Profissionais acusados da morte de 46 crianças

10 maio 2004
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 Um tribunal líbio condenou na semana passada à morte cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestiniano, que serão fuzilados por alegadamente terem propagado a sida num hospital pediátrico de Benghazi. Também envolvidos no processo estavam um médico búlgaro, Zdravko Gueorguiev e nove líbios, que acabaram por ser absolvidos.Segundo o texto do veredicto do tribunal de Benghazi, no norte da Líbia, os condenados, presos desde 1999, «causaram a morte a 46 crianças, sendo que outras 380 ficaram infectadas» com o vírus da sida, em 1997 e 1998. A sentença aplicada está prevista na lei 380, que determina «a pena capital para quem assassine mais do que uma pessoa».Depois de terem reconhecido os factos durante o interrogatório, duas das enfermeiras e o médico palestiniano declararam aos juízes terem sido torturados para assinar as confissões. No julgamento, todos os arguidos se declararam inocentes, responsabilizando as más condições de higiene pela contaminação das crianças. Acusado de ter fornecido aos enfermeiros o sangue infectado que terá sido injectado às crianças líbias, o médico búlgaro foi, no entanto, condenado pelo tribunal a quatro anos de prisão por tráfico de divisas. Como esteve cinco anos em prisão preventiva, acabou por sair ontem em liberdade.Em choque, a Bulgária considerou a decisão «injusta e absurda» e apelou à comunidade internacional para que convença o presidente líbio, Muammar Kadhafi, a perdoar os condenados. Tanto os Estados Unidos como a União Europeia já se pronunciaram contra este veredicto, classificando-o de «inaceitável» e contra os «direitos legais e humanos».Fonte: Diário de Notícias

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