Médico do National Institute of Health dos EUA acusado de vender tecido humano à Pfizer

Relatório apresentado no site da comissão de Energia e Comércio

22 junho 2006
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O médico responsável pelo serviço de Psiquiatria Geriátrica do National Institute of Health (NIH) dos EUA foi acusado pelo Committee on Energy and Commerce de ter vendido ao laboratório Pfizer 3.200 lâminas de líquido raquidiano e 388 embalagens de plasma, extraídas de doentes e destinadas a uma pesquisa sobre a doença de Alzheimer.
 

 

Em troca, Trey Sunderland recebeu 285 mil dólares (sensivelmente a mesma quantia em euros) do laboratório farmacêutico norte-americano pelas amostras, segundo um documento publicado no site da comissão (http://energycommerce.house.gov).
 

 

No total, entre 1998 e 2004, o médico terá recebido mais de 600 mil dólares da Pfizer, como assessor e conferencista, sem autorização prévia do NIH e sem declarar o imposto sobre o rendimento, afirmam os peritos da comissão parlamentar. No mesmo documento, os especialistas acrescentam que as 3.500 amostras têm um valor "inestimável" pois mostram a progressão da doença de Alzheimer nas mesmas pessoas durante vários anos.
 

 

Segundo a comissão parlamentar, a recolha destas amostras em 538 pessoas custou cerca de 6,4 milhões de dólares aos contribuintes americanos."É muito improvável que um laboratório de investigação clínica que não seja o NIH possa reunir tal recolha de tecidos humanos", destaca a circular de 27 páginas.
 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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