Médico alerta para falta de rastreio dos factores ambliogénicos nas crianças

Alerta veiculado pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

11 outubro 2008
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Todos os anos cerca de cinco mil crianças podem ficar amblíopes por falta de rastreio desta doença oftalmológica nos primeiros anos de vida, alertou o presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, Jorge Breda. 

 

A ambliopia, às vezes chamada “olho preguiçoso”, é a baixa visão num olho, que não se desenvolveu adequadamente na infância. 

 

“Há uma falta de sensibilização muito grande por parte da população e das autoridades para a necessidade de realizar precocemente o rastreio dos factores ambliogénicos, de preferência antes dos três anos”, disse Jorge Breda à Agência Lusa à margem do Congresso Português de Oftalmologia, que decorreu na semana passada no Porto.  

 

O oftalmologista adiantou que nascem cerca de 100 mil crianças por ano em Portugal, das quais cerca de 5% têm factores de ambliopia que é preciso rastrear. Para Jorge Breda, se os pais estivessem alertados para este problema poderiam procurar “ajuda precocemente”, uma vez que são casos “difíceis de detectar porque a criança vê muito bem de um olho”.  

 

“Temos muitos adultos que vêem bem apenas de um olho e fazem a sua vida normal, mas se tivessem sido apanhados aos dois ou três anos tinham sido tratados”, sustentou.  

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A. 

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