Medicina personalizada: Centro de Investigação de Leiria está a desenvolver materiais

Declarações do coordenador do Centro

10 maio 2016
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O Centro de Investigação do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) está a desenvolver um trabalho com o Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto (CDRSP) do Politécnico de Leiria no âmbito da medicina personalizada.
 
O coordenador do Centro de Investigação (CI), João Morais, revelou à agência Lusa que o trabalho desenvolvido permitirá, por exemplo, a produção personalizada de ortóteses (materiais médicos de apoio, como colares cervicais), que poderão ser impressos no hospital diretamente pelos profissionais de saúde para um doente específico, e na impressão de e em órgãos, para restaurar tecidos.
 
"Ter a possibilidade de produzir tecidos em laboratório é fascinante. Se for comprar uma prótese da anca só tenho de dizer o tamanho, mas ela pode não ser a que melhor serve. A ideia é sermos capazes de produzir materiais, através da impressão em 3D em polímeros. Pela primeira vez, o hospital associou o seu nome a um consórcio cuja investigação extravasa os nossos muros e, nesta fase, não envolve diretamente doentes", explicou João Morais.
 
A produção de tecidos está relacionada com culturas de células. "Por exemplo, posso ir buscar uma célula e vou tentar diferenciá-la em células do pâncreas, do fígado ou do coração. Porquê? Para tentar fazer reparação de tecidos o mais biologicamente possível, evitando a rejeição do organismo", explicou. A produção de células pode servir para uma queimadura num braço ou recuperar um osso partido.
 
João Morais referiu que o CI, que existe desde 2014, não nasceu para investigar, no entanto cria condições e incentiva a investigação.
 
"Não se chama centro de investigação clínico, porque pode ser um banco de ensaio para outras áreas da saúde como economia, gestão, base de dados, informática e comunicações", acrescentou o coordenador, informando que ambiciona "poder abrir a porta a bolseiros".
 
De acordo com o coordenador, a investigação "dá um fortíssimo contributo à melhoria da qualidade das instituições", porque "envolve procedimentos de grande rigor", o que "transforma um hospital que investiga, num hospital melhor e mais rigoroso, pelo menos potencialmente".
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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