Medicina não tradicional face à convencional

OMS analisa a eficácia

28 maio 2003
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Remédios caseiros à base de plantas, acupunctura, terapias espirituais e outros métodos não convencionais vão hoje ser analisados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para averiguar a sua eficácia face à medicina convencional.
 

 

Os peritos da OMS consideram que determinado tipo de plantas medicinais, algumas terapias manuais e certas práticas de acupunctura demonstraram ser eficazes depois de submetidas a estudos científicos.
 

 

No entanto, advertem que é necessário fazer mais testes sobre a inocuidade e segurança da utilização de algumas delas. Entre os exemplos de terapias não convencionais benéficas, os peritos da OMS indicam que a acupunctura tem efeitos saudáveis que aliviam as dores pós-operatórias, ou a dor dental, evitando, também, a náusea durante a gravidez e os vómitos nos tratamentos de quimioterapia.
 

 

Além disso, consideram que o ioga é indicado para atenuar os ataques de asma, enquanto o tai chi ajuda a melhorar a forma física das pessoas mais velhas.
 

 

Os peritos da OMS sublinham que a planta medicinal «Artemisia annua», utilizada há dois milénios na medicina tradicional chinesa, é eficaz contra certo tipo de malária resistente a outros medicamentos convencionais.
 

 

Por isso, os peritos julgam que os remédios com «Artemisia» poderiam ser mais divulgados para evitar, todos os anos, a morte por malária de um milhão de pessoas em todo o mundo, sobretudo crianças.
 

 

Na África do Sul estão a ser realizados estudos sobre a utilização da planta «Sutherlandia Microphylla» para curar pessoas infectadas com o vírus da SIDA.
 

 

Na China, as preparações à base de plantas representam entre um terço a metade do consumo total de medicamentos, segundo cálculos da OMS, e em vários países da Ásia e África subsaariana a medicina tradicional tem ainda um grande peso, no alívio a várias doenças.
 

 

Os peritos da OMS assinalam que a medicina tradicional não é unicamente um fenómeno dos países em vias de desenvolvimento, dado que recorrem a ela três em cada quatro pessoas que contraíram o vírus ou que estão doentes com SIDA em cidades como Londres ou San Francisco (Califórnia, EUA).
 

 

Fonte: Lusa
 

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