Medição objetiva da dor

Estudo publicado no “New England Journal of Medicine”

16 abril 2013
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Investigadores americanos desenvolveram pela primeira vez um método capaz de “visualizar” a dor dos pacientes. O estudo publicado no “New England Journal of Medicine” sugere que este método poderá ajudar os médicos a quantificar mais objetivamente a dor dos pacientes.
 

Atualmente a medição da dor baseia-se numa descrição subjetiva dos pacientes, sendo a sua gravidade geralmente avaliada numa escala de 1 a 10.
 

O estudo refere que uma medida objetiva da dor seria muito útil, poderia confirmar os relatos dos próprios pacientes, e oferecer pistas de como as diferentes formas da dor se desenvolvem e manifestam no cérebro. “Não existe uma forma clinicamente aceitável para medir a dor, e outras emoções, a não ser questionar o paciente acerca de como se sente", revelou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Tor Wager
 

Neste estudo, os investigadores da University of Colorado Boulder, New York University, da Johns Hopkins University e da University of Michigan, nos EUA, analisaram detalhadamente os resultados de ressonâncias magnéticas funcionais (fMRI) realizadas aos cérebros de 114 participantes. Estes exames foram realizados enquanto os participantes estavam a ser expostos a diferentes graus de calor, tendo demostrado havia existência de padrões neurológicos únicos.
 

Os investigadores estavam à espera de encontrar padrões únicos para cada participante. Se esse fosse o caso, significaria que o nível de dor de cada pessoa apenas poderia ser antecipado com base nos exames realizados anteriormente. Contudo, foi verificado que havia padrões únicos de dor nas ressonâncias, sendo estes transversais a todos os participantes.
 

Estes padrões transversais permitiram-lhes prever com uma precisão de 90 a 100%, se para os participantes a temperatura a que estavam expostos estava a ser ou não dolorosa. Foi também verificado que a toma de analgésicos, antes da exposição ao calor, dava origem a padrões de dor mais baixos.
 

"É possível utilizar a ressonância magnética funcional para avaliar a dor provocada pelo calor nocivo em pessoas saudáveis. São necessários mais estudos para avaliar se o padrão destes exames é capaz de prever a dor clínica", conclui o investigador. Assim, apesar de estes resultados ainda não serem suficientes para que os médicos possam quantificar a dor física ainda, são um bom ponto de partida.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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