Medicamentos substituídos ilegalmente nas farmácias

Estudo da Ordem dos Médicos apresenta resultados

05 fevereiro 2004
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 Um estudo da Ordem dos Médicos (OM) revela que muitas farmácias portuguesas estão a substituir os medicamentos receitados aos doentes, apesar de essa substituição não estar autorizada na receita pelo médico. A «substituição ilegal» de remédios foi detectada por mais de metade (57 por cento) dos 700 médicos de família da zona Sul do país que responderam a um inquérito sobre «Prescrição de Genéricos e Novo Modelo de Receita Médica», enviado pela OM. O presidente do Conselho Regional do Sul da classe, Pedro Nunes, diz que, apesar de este ser um inquérito de opinião, que não tem por base uma amostra científica, as suas conclusões são preocupantes. «A alteração da prescrição médica é crime», diz o responsável. «Quando existir um problema sério com um determinado medicamento, o médico fica sem poder acompanhar a situação, já que pensa que o doente está a seguir um fármaco, quando está a receber outro», frisa. Foi através das questões colocadas aos médicos que a OM detectou um «surpreendente» número de casos de substituição ilegal de medicamento. Apesar de no novo modelo de receita existir um espaço onde o clínico pode proibir a substituição do medicamento prescrito por um outro, esse preenchimento pelo médico nem sempre é feito. Mas Pedro Nunes diz que nas situações agora denunciadas os médicos detectaram casos de doentes que regressam da farmácia com um remédio diferente do receitado. Outras das conclusões do inquérito da OM reforça as críticas do organismo ao modelo de receita médica que entrou em vigor há cerca de um ano. Os inquiridos dizem que «o novo modelo é de difícil preenchimento e aumenta a sobrecarga burocrática» do médico, reduzindo-lhe o tempo de consulta. Apesar de a maioria dos médicos ter afirmado que aumentou a sua prescrição dos genéricos, um número significativo reconhecem não o fazer com mais regularidade por «falta de confiança na qualidade» (28 por cento) ou porque esta não é a «preferência do doente» (14 por cento). O argumento da falta de informação sobre os genéricos disponíveis - há muito uma bandeira da classe - é reportado por menos de 10 por cento dos inquiridos.Fontes: Lusa e Público

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