Medicamentos são exportados e faltam em Portugal

Reportagem da agência Lusa

22 setembro 2008
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Há medicamentos que estão a ser exportados para outros países europeus, onde o seu preço é mais elevado do que no mercado nacional. Mas no meio do negócio, doentes portugueses têm ficado privados dos fármacos de que precisam, o que preocupa médicos e responsáveis do sector da saúde.
 

 

Numa grande reportagem, a agência Lusa entrevistou médicos e responsáveis pelo sector da saúde, os quais confirmaram a existência de falta de medicamentos devido ao facto de serem exportados a um preço mais alto. "Dentro das suas competências, o INFARMED tem estado atento ao mercado, no sentido de garantir que os medicamentos não faltem", disse à Lusa o assessor da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED).
 

 

Ainda assim, certo é que isso já aconteceu. O próprio presidente da Federação das Cooperativas de Distribuição Farmacêutica (FECOFAR), José Amorim, reconhece que "a exportação paralela é um problema delicado que, não sendo ilegal, causa algum embaraço e desconforto porque, às vezes, os medicamentos acabam por faltar no mercado nacional".
 

 

Perante esta realidade, o especialista em saúde pública e vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos, Mário Jorge Neves, considera que "o país está à mercê de outros interesses, que não os dos doentes" e deixa um aviso: "Em determinadas terapêuticas em que as pessoas dependem da toma diária de um medicamento, isso pode ser a fronteira entre a vida e a morte".
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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