Medicamentos para a insuficiência cardíaca devem ser gratuitos

Defende a Sociedade Portuguesa de Cardiologia

11 abril 2010
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Os medicamentos para a insuficiência cardíaca, uma doença fatal que afecta mais de 260 mil portugueses, deveriam ser gratuitos ou altamente comparticipados, defendem os especialistas de Cardiologia.

 

A insuficiência cardíaca pode ser definida como um conjunto de doenças que levam a que o coração não bombeie o sangue necessário para o funcionamento dos restantes órgãos, tendo como sintomas o cansaço, a falta de ar e o inchaço nas pernas.

 

Em declarações à agência Lusa, Cândida Fonseca, da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, afirma que “sendo esta uma doença crónica que atinge uma percentagem grande da nossa população, os doentes deviam ter, tal como os diabéticos, a medicação para a sua doença crónica de forma gratuita ou muito comparticipada. Isto é um problema de saúde pública".

 

Esta é uma patologia que afecta globalmente 4,3% da população portuguesa e "aumenta exponencialmente" a partir dos 60 anos, atingindo cerca de 13%, de acordo com um estudo nacional sobre a insuficiência cardíaca.

 

"A situação económica não é brilhante, mas a doença crónica tem de ser uma prioridade, e a insuficiência cardíaca faz parte dessas doenças crónicas, tão incapacitante e mais grave em termos de mortalidade do que outras, como a diabetes", reforçou.

 

Cândida Fonseca chama ainda à atenção para o facto de os doentes afectados pela insuficiência cardíaca serem muitas vezes de grupos socioeconómicos frágeis, o que aumenta a necessidade de a sua medicação passar a ser gratuita.

 

De acordo com a especialista, muitos dos novos medicamentos para a insuficiência cardíaca, "uma epidemia do século XXI", ainda não são comparticipados e o seu custo é elevado.

 

Estes novos fármacos auxiliam, em complemento com outros mais antigos, o tratamento da insuficiência cardíaca e melhoram consideravelmente a taxa de sobrevida.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

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