Medicamentos mais caros

Doentes pagam mais euros com nova comparticipação de medicamentos

14 maio 2003
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A comparticipação dos medicamentos por preços de referência, que entrou em vigor em Março, vai levar os doentes a quem não são prescritos genéricos a gastarem este ano mais 4,9 milhões de euros do que com o anterior modelo.
 

 

A projecção do Observatório do Medicamento da Associação Nacional das Farmácias, a que Agência Lusa teve acesso, revela ainda que, até ao final do ano, o Estado terá poupado 48 milhões de euros com a comparticipação por preços de referência.
 

 

Segundo fonte da ANF, os «doentes só reduzem encargos com medicamentos se houver pelo menos 55 por cento de prescrição médica por denominação comum internacional, isto é, se o médico receitar o genérico ou se permitir ao farmacêutico a substituição pelo genérico mais barato».
 

 

O novo sistema de comparticipação dos medicamentos entrou em vigor a 13 de Março deste ano e determina que a percentagem de comparticipação do Estado deixa de ser definida pelo preço de venda ao público do medicamento, para ser calculada a partir de um valor de referência, correspondente ao custo do genérico mais caro disponível em cada tipo de fármaco.
 

 

Quanto aos meses anteriores à entrada em vigor da medida, o Observatório do Medicamento da ANF - que apresenta quinta-feira um relatório no qual analisa o impacto da política de preços de referência - evidencia que em Janeiro deste ano o Serviço Nacional de Saúde poupou 238 mil euros, enquanto a poupança dos utentes foi de 390 mil euros.
 

 

Fonte: Lusa
 

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