Medicamentos: maior comparticipação para doentes crónicos

Proposta da Associação Nacional de Farmácias

28 fevereiro 2014
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A comparticipação dos medicamentos deveria ser maior para os utentes que mais consomem fármacos, como os doentes crónicos, propõe a Associação Nacional de Farmácias (ANF).
 

De acordo com o presidente da ANF, Paulo Duarte, a proposta foi apresentada há algumas semanas ao Ministério da Saúde, que solicitou mais dados sobre este assunto. De acordo com Paulo Duarte, este “é um caminho mais justo, porque foca-se no doente e não medicamento. O que faz sentido é o doente que precisa de mais medicamentos ter mais acesso e mais comparticipação”.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que Paulo Duarte reconhece que neste sistema existe o risco de indução do consumo, assumido por profissionais congéneres de países escandinavos, como a Dinamarca, onde este está em vigor, mas acredita nos mecanismos de controlo.
 

O presidente da ANF disse que “a conta” na farmácia continua a ser “uma instituição”, sendo que atualmente não é o preço dos medicamentos que dificulta o acesso aos fármacos – uma vez que baixou significativamente nos últimos anos –, mas sim a falta de dinheiro das famílias.
 

“Há pessoas que já não tinham muito e que agora têm ainda de ajudar a família e contam que não podem levar os medicamentos todos, porque precisam de dinheiro para pagar as contas da água ou da eletricidade”, disse.
 

Ainda sobre a crise, nomeadamente a que afeta o setor das farmácias, Paulo Duarte lembrou que as farmácias perderam 33 por cento do seu rendimento em três anos. Uma das respostas a esta situação passou por reduzir o vencimento de alguns dos funcionários, disse.
 

Assumindo as dificuldades de gerir um setor com uma perda de rendimento desta natureza, Paulo Duarte disse que um dos temas do concurso agora lançado é precisamente relativo a instrumentos de gestão.
 

O Prémio João Cordeiro – Inovação em Farmácia visa “apoiar e premiar projetos originais, no âmbito da intervenção e do conhecimento em saúde, que promovam o espírito de inovação e desenvolvimento nas farmácias portuguesas”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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