Medicamentos inovadores podem demorar até três anos a serem aprovados

Estudo apresentado no 3.º Congresso Português do Cancro do Pulmão

27 outubro 2008
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Em Portugal a introdução de medicamentos inovadores para o cancro pode demorar entre 235 dias e três anos, em casos extremos. A conclusão é de um estudo europeu do Instituto Karolinska, da Suécia, apresentado na semana passada durante o 3.º Congresso Português do Cancro do Pulmão, em Albufeira.
 

 

O estudo, que compara o panorama no tratamento do cancro em 20 países europeus, sublinha o atraso português na aprovação de medicamentos inovadores para o tratamento desta doença. A demora no processo de comparticipação é apontada, pelos autores, como "um motivo de grande atraso e uma barreira no acesso dos doentes aos novos medicamentos". É que, em Portugal, a utilização de novos medicamentos pelos hospitais do Serviço Nacional de Saúde carece de avaliação prévia do INFARMED relativamente à sua eficácia e preço.
 

 

Reagindo às acusações feitas pelo grupo de estudos, o INFARMED garantiu pela imprensa que “nenhum doente que tenha necessitado de um medicamento que não esteja no mercado nacional deixa de ter essa medicação desde que o médico tenha transmitido essa informação ao conselho de administração do hospital e este tenha solicitado a sua aquisição ao estrangeiro”.
 

 

Fontes: Diário de Notícias e Correio da Manhã
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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