Medicamentos anti-HIV são benéficos mesmo em doentes com infecções resistentes

Um estudo recente sugere

14 fevereiro 2001
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Em meados dos anos 90 foi desenvolvido um medicamento poderoso anti-HIV baseado em inibidores de proteases que conseguia manter os níveis de infecção baixos e ajudar assim muitos doentes.
 

 

No entanto, os vírus HIV sofrem mutações que os tornam resistentes aos medicamentos e o número de doentes com infecções resistentes aos inibidores de proteases tem vindo a aumentar (ver notícia relacionada).
 

 

Segundo investigadores americanos, os doentes portadores de estirpes resistentes podem, mesmo assim, beneficiar do tratamento com estes medicamentos.
 

 

Num estudo recente, os investigadores analisaram os efeitos dos inibidores de proteases que, em conjunto com outras drogas podem baixar os níveis virais a valores não detectáveis, em doentes com infecções resistentes.
 

 

Os cientistas descobriram que, com a interrupção do tratamento, ocorria uma diminuição do nível de estirpes resistentes. No entanto, o nível de estirpes “selvagens” do vírus, não resistentes, aumentava, ao mesmo tempo que diminuía a quantidade de células importantes do sistema imunológico, sinal de que a doença se estava a desenvolver.
 

 

As estirpes “selvagens” são mais eficazes a multiplicarem-se do que as estirpes resistentes, explicaram os cientistas. Por isso sobe o nível de vírus não resistentes após se ter parado com o tratamento em que ocorre a diminuição da quantidade de vírus resistentes detectáveis.
 

 

Em conclusão, os investigadores consideram benéfico continuar com o tratamento em doentes com estirpes resistentes porque assim, o nível de estirpes “selvagens” não resistentes e de rápida multiplicação, é mantido baixo. Os vírus resistentes continuarão lá mas em menor quantidade já que se multiplicam num menor ritmo.
 

 

Cientistas advertem ainda para o facto de que não se pode negar a importância da detecção, o mais cedo possível, de estirpes resistentes, apesar de se continuar com o tratamento. Serão portanto estas as medidas preventivas até se encontrar uma solução para tratar as estirpes resistentes.
 

 

Helder Cunha Pereira
 

MNI - Médicos Na Internet
 

 

Fonte: Reuters Health

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