Medicamento relacionado com casos de cegueira no Santa Maria mantém-se no mercado

Comunicado do INFARMED

28 julho 2009
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A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED) afirmou à agência Lusa não haver motivos para a suspensão da comercialização ou retirada do mercado do medicamento Avastin, salvaguardando que este deve ser "utilizado nas indicações terapêuticas aprovadas aquando da sua Autorização de Introdução no Mercado".

 

A informação do INFARMED surge "no seguimento da notificação de Reacções Adversas Medicamentosas pelo Centro Hospitalar de Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria), após administração do medicamento Avastin (bevacizumab), concentrado para solução para perfusão 25 mg/ml".

 

"Não existem indícios de suspeita de defeito de qualidade com o referido medicamento, pelo que não há motivos para a sua suspensão de comercialização ou retirada do mercado, quando utilizado nas indicações terapêuticas aprovadas aquando da sua Autorização de Introdução no Mercado", salienta o INFARMED.

 

O medicamento Avastin, usado em seis doentes do Hospital de Santa Maria que ficaram cegos na sequência de um tratamento oftalmológico, está previsto apenas para o tratamento de vários tipos de cancro, entre eles o da mama, cólon, recto e pulmão. Os especialistas admitem que dois dos seis doentes podem recuperar a visão.

 

Entretanto, segundo o comunicado de imprensa enviado pelo INFARMED, "continua em curso a investigação das referidas ocorrências com este medicamento”, pelo que a Autoridade “informará oportunamente das conclusões do relatório final".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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