Medicamento para Parkinson da Bial produz melhorias motoras “significativas”

Resultados de ensaios

23 março 2015
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Os resultados de ensaios clínicos de fase III do medicamento Opicapone para Parkinson, desenvolvido pela Bial, revelaram uma “diminuição significativa” do período de imobilidade dos doentes, noticia a agência Lusa. 
 
De acordo com comunicado da empresa enviado à Lusa, o estudo, que envolveu 600 pessoas de 106 centros, mostrou que a toma diária de 50 miligramas de Opicapone “levou a uma diminuição significativa (duas horas) do período off-time, que se caracteriza por um estado de profunda imobilidade dos doentes”.
 
“O Opicapone vem oferecer uma nova esperança para médicos e pacientes. Estamos orgulhosos da estratégia de longo prazo que implementámos, focada na Investigação & Desenvolvimento, e no programa de inovação terapêutica que permitiu desenvolver esta nova terapia”, disse, no comunicado, o presidente executivo da Bial, António Portela, sobre aquele que é o segundo produto de investigação da farmacêutica.
 
A Bial já investiu 200 milhões de euros no desenvolvimento do Opicapone, que está a ser trabalhado como “terapêutica adjuvante da levodopa, fármaco de eleição na terapêutica sintomática da doença de Parkinson”.
 
Joaquim Ferreira, professor do Departamento de Neurologia e Farmacologia Clínica da Universidade de Lisboa, refere, no comunicado, que “nos últimos 10 anos tem havido poucas opções de novos tratamentos para a doença de Parkinson e o Opicapone pretende dar resposta à necessidade de um inibidor COMT mais potente.”
 
Os dados do ensaio clínico foram apresentados no 12.º Congresso Internacional sobre as doenças de Alzheimer e Parkinson e distúrbios neurológicos relacionados, em Nice, e o produto encontra-se atualmente em análise pela Agência Europeia do Medicamento.
 
A doença de Parkinson é "uma doença crónica que afeta o sistema motor, ou seja, que envolve os movimentos corporais, levando a tremores, rigidez, lentificação dos movimentos corporais, instabilidade postural e alterações da marcha”, segundo a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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