Medicamento para o colesterol pode salvar milhares de vidas

Fármaco evita doenças coronárias

15 novembro 2001
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Os ataques cardíacos e os acidentes vasculares cerebrais são considerados uma verdadeira epidemia do mundo Ocidental. Em Portugal, as doenças do aparelho circulatório representam a principal causa de morte. Mas, segundo uma equipa daUniversidade de Oxford , mais de um terço dos casos poderiam ser evitados caso os pacientes em risco tomassem medicamentos para baixar o colesterol.
 

 

O estudo feito com a colaboração de mais de 20 mil voluntários, em 69 hospitais da Grã-Bretanha, apresentou resultados verdadeiramente surpreendentes para os cientistas. No estudo comparativo, 10 mil pessoas tomaram estatinas - moléculas terapêuticas que reduzem o colesterol ao diminuir a quantidade no organismo de uma enzima do fígado que transporta a gordura para as artérias. Além disso, este medicamento aumenta também a produção de HDL - o chamado colesterol bom, por oposição ao mau, o LDL.
 

 

Diminuição de riscos
 

 

A investigação contou apenas com voluntários de alto risco em sofrer doenças coronárias. Nas conclusões apresentadas, os cientistas apontaram que o medicamento não diminuiu apenas os riscos de ataques do coração e acidentes vasculares cerebrais (AVC), mas também a necessidade de cirurgias arteriais, angioplastias e amputações.
 

 

Rory Collins, líder da investigação, explicou à BBC que «os tratamentos para a diminuição do colesterol podem proteger um grande número de pessoas que estavam previamente vulneráveis a AVCs e a ataques do coração.»
 

 

Com o uso deste medicamento, e segundo a opinião do cientista, se mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo passarem a usar este medicamentos, cerca de 50 mil pessoas vão sobreviver todos os anos.
 

 

A droga é frequentemente usada para o tratamento de alguns pacientes com doenças do coração, mas ainda não há certezas sobre os efeitos secundários do fármaco entre os doentes. Estas são provas suficientes para que muitos médicos receitem o medicamento a poucos pacientes.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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