Medicamento para o cancro da mama reduz risco de morte por cancro do pulmão

Estudo publicado na revista “Cancer"

26 janeiro 2011
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O tamoxifeno, um fármaco antiestrogénio usado no tratamento do cancro da mama, pode reduzir o risco de morte por cancro do pulmão, de acordo com um estudo realizado pelo Registo Oncológico de Genebra, na Suíça, publicado na revista “Cancer".

 

O trabalho suporta a hipótese de que existe uma influência hormonal sobre o cancro do pulmão e que os níveis de estrógenio desempenham um papel na evolução do cancro do pulmão.

 

Estudos anteriores sugerem que a terapia hormonal na menopausa aumenta o risco de as mulheres morrerem de cancro do pulmão. Se isso fosse verdade, o uso de anti-estrógenio deveria ter o efeito contrário.

 

Para o estudo, cientistas, liderados por Elisabetta Rapiti, compararam a incidência do cancro do pulmão e a mortalidade entre as pacientes com cancro da mama que foram tratadas com ou sem terapia anti-estrogénio. O estudo incluiu 6.655 mulheres diagnosticadas com cancro da mama entre 1980 e 2003 e registadas no Registo Oncológico de Genebra. Entre essas mulheres, 46% recebiam anti-estrogénio. Todas as mulheres foram acompanhadas até Dezembro de 2007.

 

Os investigadores descobriram que 40 mulheres do estudo desenvolveram cancro do pulmão. A incidência de cancro do pulmão não foi diferente entre as pacientes com cancro da mama, tratadas, ou não, com anti-estrógenio, em comparação com a população geral, porém, menos mulheres morreram de cancro do pulmão no grupo que tomava anti- estrogénio. Em particular, ocorreram menos 87% de casos de morte devido a cancro do pulmão no grupo de mulheres que tomou anti-estrógenio em comparação com a população em geral.

 

De acordo com a líder do estudo, em comunicado enviado à imprensa, os resultados do estudo apoiam a tese “de que há uma influência hormonal sobre o cancro do pulmão sugerida pelas descobertas, como a presença de receptores de estrógenio e progesterona numa proporção substancial de cancro do pulmão".

 

A investigadora concluiu que, se estudos prospectivos confirmarem os resultados e verificarem que os agentes anti-estrogénio melhoram a evolução do cancro do pulmão, este facto poderá ter implicações substanciais para a prática clínica.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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