Medicamento para deixar de fumar aumenta riscos cardiovasculares

Estudo publicado no “Canadian Medical Association Journal”

08 julho 2011
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O medicamento Champix para deixar de fumar e vendido em quase 90 países, incluindo Portugal, apresenta graves riscos cardiovasculares, conclui um novo estudo publicado esta semana na revista “Canadian Medical Association Journal”, mas foi contestado pelo laboratório, que defende os benefícios do fármaco.

 

De acordo com uma notícia veiculada pela agência Lusa, a investigação, que abrangeu oito mil pessoas sem problemas cardíacos, refere que a toma da substância activa vareniclina, comercializada sob o nome de Champix, "está associada a um risco acrescido de 72% de hospitalização por acidente cardiovascular grave, como enfarte ou arritmia cardíacos".

 

Baseando-se num estudo clínico a 700 fumadores, a autoridade norte-americana do medicamento ordenou, em Junho, à Pfizer para que alterasse o folheto informativo do Champix, no sentido de o fármaco ser contra-indicado a doentes que sofrem de problemas cardíacos.

 

O laboratório Pfizer, citado pela agência noticiosa AFP e pela Lusa, reafirmou, no entanto, a sua confiança no medicamento que produz e criticou a metodologia usada no estudo, nomeadamente a "forma como os acidentes cardiovasculares foram contabilizados e classificados".

 

Contactado pela agência Lusa, o INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) adiantou que “o estudo está a ser analisado pelas autoridades competentes nacionais (INFARMED) e europeias (Agência Europeia do Medicamento - EMA). No entanto, refere que o risco cardiovascular é conhecido e faz parte do resumo das características do medicamento desde 2007.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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