Medicamento atrasa evolução da Esclerose Múltipla

Trabalho apresentado na revista “The Lancet”

08 novembro 2007
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Os doentes tratados com interferão beta 1-b logo após o primeiro episódio clínico sugestivo de Esclerose Múltipla, apresentaram uma redução de 40% no risco de progressão da incapacidade, quando comparado com doentes nos quais o início de tratamento foi atrasado. O estudo foi publicado na revista “The Lancet”.
 

 

O estudo, denominado “BENEFIT” (BEtaferon in Newly Emerging multiple sclerosis For Initial Treatment), comparou a eficácia do tratamento com este fármaco iniciado logo após o primeiro episódio clínico em comparação com os restantes pacientes aos quais foi atrasado o tratamento. A análise envolveu 98 hospitais de 20 países e incluiu um total de 468 doentes.
 

 

Os investigadores avaliaram a progressão da incapacidade nos doentes, através de uma escala validada e de referência, designada por EDSS (Expanded Disability Status Scale). A progressão da incapacidade foi definida como um aumento no valor da EDSS do doente em pelo menos um ponto, confirmado após seis meses.
 

David Bates, professor de Neurologia Clínica na University of Newcastle, em Inglaterra, refere que «os dados do BENEFIT não reforçam apenas a evidência de que o tratamento com interferão beta 1-b após o primeiro ataque reduz o risco de subsequentes ataques de EM, mas é também a primeira terapêutica a demonstrar um impacto a nível da progressão da incapacidade».
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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