Medicação contra a acne é incompatível com gravidez

Estudo publicado na revista “JAMA Dermatology”

31 julho 2019
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A isotretinoína é um medicamento altamente eficaz no tratamento da acne em pacientes com acne severa e que não tenham respondido a outros tipos de medicação.
 
Contudo, este medicamento é altamente desaconselhável a grávidas pois pode causar malformações no feto. 
 
Por esta razão, a organização norte-americana FDA (Food and Drug Administration) emitiu uma série de diretivas e restrições, as iPLEDGE, à prescrição, venda e toma desta substância, de maneira a diminuir o número de gravidezes com malformações e outros efeitos secundários graves.
 
O iPLEDGE requere que as mulheres em idade fértil tenham resultado negativo num teste de gravidez e provem que usam pelo menos dois métodos contracetivos ou abstinência antes de iniciarem o tratamento com isotretinoína. O teste de gravidez deve ser repetido mensalmente antes de o médico prescrever nova toma.
 
Investigadores do Hospital Brigham and Women, em Boston, EUA, propuseram-se analisar a quantidade de gravidezes reportadas durante a toma da isotretinoína, assim como de efeitos adversos ocorridos durante essas gravidezes.
 
Segundo os dados da FDA, em 2006, no último ano antes de o iPLEDGE ser implementado, foi atingido um pico de 768 gravidezes com efeitos secundários adversos associados, tendo diminuído para 218 a 310 casos por ano a partir de 2011.
 
A análise geral indica que, depois de emitido o iPLEDGE, o número de mulheres que engravidaram durante o tratamento foi menor, mas ainda assim continua a acontecer apesar das contraindicações.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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