Maus-tratos em crianças passam "muitas vezes" despercebidos às equipas de saúde

Estudo da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra

20 agosto 2008
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A sinalização das crianças em perigo ou com certos sinais de maus-tratos não é feita "muitas vezes" porque os profissionais dos serviços de saúde, "não são capazes de o fazer", revela um estudo elaborado por investigadoras da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.  

 

Eugénia Pereira, que desenvolveu o estudo com a sua colega Edite Miranda no âmbito de um curso de pós-licenciatura, na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, salienta que muitas vezes a sinalização de crianças que sofrem certos tipos de maus-tratos, sejam físicos ou por negligência, não é feita nem nos serviços de saúde primários nem nos serviços de urgência.  

 

Em entrevista dada à agência Lusa, Edite Miranda refere que antes dos três anos a intervenção das equipas de saúde na sinalização destes casos "é fundamental", porque estas idades praticamente não são abrangidas pela sinalização feita pelas escolas.  

 

No sentido de alterar a situação, as autoras do estudo consideram importante que exista um enfermeiro em cada Núcleo de Apoio à Criança e Jovem em Risco (existentes em hospitais e em alguns centros de saúde) com formação nesta área, que seja responsável pela articulação das situações já sinalizadas, e que se sensibilizem as equipas de saúde para o problema.  

 

O estudo "Criança em Perigo - articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados de saúde hospitalares" foi realizado de Março de 2007 a Maio de 2008, no Núcleo de Apoio à Criança e Jovem em Risco do Hospital Pediátrico de Coimbra e no Núcleo de Intervenção Precoce e Multidisciplinar do Centro de Saúde de Seia.  

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.  

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