Maus hábitos de sono associados a risco de doença cardíaca

Estudo publicado na revista “Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology”

15 setembro 2015
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Os maus hábitos de sono podem aumentar o risco de sofrer os primeiros sinais de doença cardíaca, comparativamente com os padrões de sono adequados e uma boa qualidade de sono, sugere um estudo publicado na revista “Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology”.
 
“O sono inadequado é um problema comum e uma provável fonte de má saúde, incluindo sinais visíveis de doença, como o enfarte agudo do miocárdio”, referiu, em comunicado de imprensa, um dos coautores do estudo, Chan-Won Kim.
 
Vários estudos têm demonstrado que dormir demais ou de menos está associado ao risco de eventos cardiovasculares. Contudo, a associação entre o sono e a doença cardiovascular ainda não estava, até à data, completamente esclarecida.
 
De forma a tentar aprofundar mais esta associação, os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Sungkyunkwan, contaram com a participação de 47.309 adultos jovens e de meia-idade, que preencheram um questionário para avaliação dos hábitos de sono. Os participantes foram também submetidos a testes para deteção de lesões precoces das artérias coronárias e medição da rigidez arterial. As lesões coronárias precoces foram detetadas através da presença de cálcio nas artérias coronárias e a rigidez arterial foi avaliada através da medição da velocidade, ou rapidez, do pulso entre as artérias da parte superior do braço e tornozelo.
 
Os investigadores constataram que os indivíduos que dormiam no máximo cinco horas por dia tinham 50% mais cálcio nas artérias coronárias, comparativamente com aqueles que dormiam sete horas diárias. Por outro lado, aqueles que dormiam nove ou mais horas por dia apresentavam 70% mais cálcio nas artérias coronárias, comparativamente com aqueles que dormiam sete horas.
 
O estudo apurou ainda que os indivíduos que diziam ter uma má qualidade de sono tinham 20% mais cálcio nas artérias, do que aqueles com uma boa qualidade de sono. Foi observado um padrão similar para a rigidez arterial. 
 
“Os adultos com má qualidade de sono tinham artérias mais rígidas que aqueles que dormiam sete horas por dia ou tinham uma boa qualidade de sono. No geral, observámos níveis mais baixos de doença vascular nos adultos que dormiam sete horas diárias e diziam que tinha uma boa qualidade de sono”, disse um outro autor do estudo, Yoosoo Chang.
 
Os resultados deste estudo chamam a atenção para a importância de uma adequada quantidade e qualidade do sono na manutenção da saúde cardiovascular. “Para os médicos poderá ser necessário avaliar a qualidade de sono dos pacientes, quando estão a avaliar o risco cardiovascular e o estado de saúde de homens e mulheres”, conclui Chan-Won Kim.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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