Maus hábitos alimentares e a perda de anos de vida saudáveis

Relatório apresentado pela Direção-Geral da Saúde

22 dezembro 2014
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Em Portugal, o principal fator de risco responsável pelos anos de vida saudável perdidos são os maus hábitos alimentares, dá conta um relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) que refere que quase metade dos portugueses tem excesso de peso.
 
“Os hábitos alimentares inadequados em Portugal foram responsáveis por 11,96% do total de anos de vida prematuramente perdidos, ajustados pela incapacidade, no sexo feminino, e por 15,27% no sexo masculino”, refere o relatório, que inclui dados compilados no ano passado, mas que foram recolhidos em Portugal em 2010.
 
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, no caso das mulheres, logo depois dos maus hábitos alimentares surgem como principais causas para anos de vida saudáveis perdidos a hipertensão, o índice de massa corporal elevado e a inatividade física.
 
Relativamente aos homens, depois da inadequada alimentação vem o tabaco, a hipertensão e o consumo excessivo de álcool.
 
“Todas as ações de prevenção das principais doenças crónicas devem ter em conta que a alimentação inadequada é a principal responsável pelos anos de vida saudáveis perdidos em Portugal”, refere o relatório “Portugal – Alimentação em Números 2014”.
 
De acordo com o documento, estima-se que metade da população adulta sofra de excesso de peso: cerca de um milhão de adultos são obesos e 3,5 milhões pré-obesos.
 
O relatório refere ainda uma melhoria na avaliação ou notificação dos casos de pré-obesidade e obesidade, já que aumentou em 150 mil o número de pessoas registadas como obesas nos cuidados de saúde primários entre 2011 e 2013.
 
Os autores do documento admitem que é ainda difícil estimar os efeitos dos anos de crise económica nos consumos alimentares das famílias portuguesas, mas salientam que estão a ocorrer algumas mudanças que podem estar relacionadas com a crise.
 
Uma delas é o aumento do consumo per capita de carne de aves, geralmente mais barata, enquanto diminui o consumo de carne de bovino, suíno, ovino e caprino.
 
“Desde que há registo, inverte-se pela primeira vez uma tendência: a carne de aves (animais de capoeira) cresce ao contrário da de bovino e da de suíno. Mesmo assim, a proporção de proteína de origem animal ainda está acima do desejável”, refere ainda o relatório.
 
De acordo com o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Pedro Graça, a crise económica pode ainda ser uma oportunidade para relançar o consumo de alguns alimentos menos dispendiosos e com bom valor nutricional, como o caso das leguminosas secas (feijão, grão, ervilhas) e dos ovos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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