Mau relacionamento faz mal à saúde

Tensão matrimonial aumenta risco de doenças

28 fevereiro 2005
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Se o seu casamento não corre bem e as discussões fazem parte do dia-a-dia, o melhor é resolver a situação quanto antes... Segundo um estudo norte-americano, a tensão matrimonial aumenta o risco de os maridos desenvolverem doenças cardíacas, enquanto as mulheres morrem por diversas causas.
 

 

E se pensa que o melhor é calar, está muito longe da verdade científica. Diz o estudo, feito por investigadores da Universidade de Boston e da Eaker Epidemiology Enterprises em Chili, Wisconsin, que as mulheres - que tentam sempre evitar os conflitos e não expressam os seus sentimentos verdadeiros - são quem corre mais riscos.
 

 

Mas do lado dos homens, a coisa não é muito diferente. Os investigadores também determinaram que os maridos, cujas parceiras chegam a casa irritadas por problemas no trabalho, têm um risco maior de desenvolver doenças cardíacas.
 

Elaine Eaker, presidente da firma em Chili e principal investigadora do estudo, explicou que o tema-base da investigação foi a discórdia matrimonial como factor nas doenças cardíacas ou nas mortes por qualquer causa.
 

 

O estudo incluiu 1.769 homens e 1.913 mulheres com idades entre 18 e 77 anos. Destes participantes, 1.493 homens e 1.501 mulheres eram casados ou «viviam em união de facto».
 

Os investigadores analisaram a informação sobre a condição de saúde destes participantes, durante 10 anos, para determinar se tinham desenvolvido problemas cardíacos ou tinham morrido.
 

 

Por outro lado, o facto de se ser casado e as avaliações mais tradicionais de tensão marital não mostraram um efeito no desenvolvimento de doenças cardíacas nas mulheres, ou numa maior probabilidade de morrer durante os 10 anos de acompanhamento.
 

 

Eaker disse que este é o primeiro estudo que considerou a tensão matrimonial – entendida e medida como o transtorno na vida de uma pessoa devido aos problemas com o cônjuge – numa análise do desenvolvimento de doenças cardíacas e de morte. «Encontramos características dos casamentos que têm um impacto sobre a saúde e a longevidade das pessoas», concluiu a investigadora.
 

 

Os resultados destes estudos foram apresentados durante a Segunda Conferência Internacional sobre Doença Cardíaca, Enfarte e Mulheres, que ocorreu na Flórida.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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